BLOG DO DANCE BOY (ADIAL JÚNIOR)













09/04/2006 09:48

2- A PRIMEIRA PAIXÃO DA MINHA VIDA (OS DOIS PRIMEIROS ANOS):

Aos doze anos, quando estava na sexta-série do primeiro grau, conheci uma menina da minha sala que aqui vou usar o nome fictício de Paôla. Ela era representante da turma e um dia quando estava na frente da sala falando a todos, eu a observei pela primeira vez. Olhei seu rosto, seus lábios, seus dentes brancos, limpos e bem cuidados e seus olhos lindos e com vivacidade. Seu sorriso e seus cabelos lisos, curtos e escuros. Pele clara e limpa, não notei nenhuma mancha ou enfermidade de pele. Ouvi sua voz encantadora. Trajava uma blusa amarela sem botões, e se não me engano usava calça jeans azul escuro. Estava de pé e eu sentado na carteira a alguns metros dela. Eu a olhei no rosto e senti um contentamento muito intenso tomando conta de mim. Até esbocei um sorriso. Estava fascinado por aquela garota. Pela primeira vez na vida eu estava completamente apaixonado. E foi praticamente um amor a primeira vista. Era ainda uma criança, mas desde a primeira vez que a vi e ouvi sua voz eu já fiquei gamadão nela. Sua beleza era incomparável, singular, sem igual. Sem dúvida nenhuma a menina mais linda que eu já vi! E como era a representante ficava sempre na frente da sala, próxima à lousa e à mesa do professor, olhando a turma quando a professora não estava. E adivinhem quem ficava admirando-a sem parar!

Eu gostava muitíssimo daquele seu sorriso, que era muito bonito, o mais lindo que eu já havia contemplado. Aquele sorrisinho doce, fascinante, vivo e alegre. E os seus dentes como eram lindos. Bem brancos e conservados. Ela usava um aparelhinho para corrigir a posição dos mesmos. Devia ser de aço inoxidável. Quando sorria, eu podia notar uma parte do aparelho prateado em seus dentes. Eu ficava extasiado. A sua boca era tão bonita. Doce, meiga e fofa, bem vermelha. O lábio inferior era mais grosso que o superior, bem do tipo que eu gostava. Lembrava a boca de uma boneca. O seu rostinho tão lindo com aquele queixo arredondado e delicado. Aquele seu olhar firme e penetrante. Seu nariz arredondado e seus cabelos curtos e bem cuidados. Pele clara e linda, devia ser tão macia. A sua altura, um pouco mais baixa que eu, e o seu modo de andar, firme e decidido. Seu corpo também era bonito. Era doce escutar aquela voz agradável.

Sempre que ela ficava na frente da sala eu a ficava observando, fascinado pela sua imponência e beleza fora do comum. Inclusive eu ouvia a maioria dos alunos e até alunas da minha turma dizerem ser Paôla a guria mais bonita da sala. E eles estavam certos. Certíssimos na minha opinião. Ela era imponente, radiante!

Só que infelizmente tinha um temperamento difícil: irritava-se fácil, era orgulhosa e meio prepotente. Desconfiada demais de tudo, como se todo admirador seu tivesse más intenções. Isso intimidava ainda mais um menino acanhado como eu era. Eu morria de vergonha só de pensar que ela, a turma e os professores soubessem o que eu estava sentindo. E dos seus pais então tinha pavor, mesmo sem nunca tê-los visto.

Eu pensava naquela mulher todos os dias: no recreio, no caminho de volta para casa e ao dormir. Um dia na sala eu conversava com um colega e tive uma surpresa: a Paôla ficou me olhando sem parar e falou o meu nome de um modo romântico, que demonstrava que sentia algo por mim também. O meu colega também achou isso. Imaginem o impacto que isso me causou! Já era uma pessoa sentimental, estava apaixonado por ela... Aquele dia inteiro eu fiquei pensando nela, feliz da vida com a importantíssima descoberta.

A esse pequeno fato se seguiram diversos outros, confirmando o que eu tinha descoberto. No entanto grande parte da turma achava que eu era meio maluco devido a certas brincadeiras e palhaçadas que fazia na sala. Ela também pensava e isso a afastava devido ao seu temperamento. Sempre fui desajustado com a sociedade, só que naquela época também... Também eu era uma criança.

Naquele ano eu reprovei a sexta-série em Matemática. Acho que não levei muito a sério, brincava demais na sala de aula. Ela passou, era uma garota estudiosa e responsável nesse ponto. No ano seguinte fui para o turno da tarde. Nós estudávamos de manhã. E a Paôla continuou de manhã. Continuei sonhando com ela naquele ano inteiro. Uma coisa boa aconteceu: conheci um amigo de confiança, o Daniel, a quem passei a confidenciar o que acontecia em relação a mim e a menina que eu tanto amava. Ele quis conhecê-la e me ajudar no que fosse possível. Mas eu só a vi umas duas vezes naquele ano. Em uma delas nos encontramos, ela me cumprimentou e perguntou se eu não me lembrava mais dela. Eu e o Daniel decidimos estudar de manhã no próximo ano. E assim fizemos. Desta vez não reprovei.

29/03/2006 19:11

1 - MINHA INFÂNCIA - JÁ OBSERVAVA MULHERES:

Desde bem criança sempre achei que um dia como todas as pessoas, arrumaria uma namorada e me casaria. Sempre ficava observando quando via uma mulher bonita e bem arrumada. Até comentei uma vez lá pelos meus sete anos quando passava por uma loja com a minha mãe: -mãe essa mulher parece uma bonequinha.

Até os cinco anos fui o único filho, criado mais entre adultos e sem contato constante com outras crianças. Eu era muito tímido e até me escondia no quarto quando chegavam estranhos ou parentes que via pouco. Pedia a minha mãe que queria uma irmã para brincar comigo e meus pais resolveram ter outra criança. Mas infelizmente devido a problemas de parto minha irmã nasceu com deficiência mental. Só fomos notar isso quando ela foi crescendo. Éramos mais pobres do que somos hoje e morávamos de aluguel. Logo após o nascimento da minha irmã mudamos para o nosso próprio imóvel na periferia de Curitiba, já no município de Colombo. Fiquei ainda mais isolado de outras crianças da minha idade.

Aí chegou a época de entrar na escola. Como era de se esperar, tive uma enorme dificuldade de adaptação. No primeiro dia formamos fila no pátio e eu me lembro que se minha mãe não ficasse junto eu não ficava lá. Ela teve que até ir junto comigo na sala de aula. Muitos alunos curtiam com a minha cara e até comentavam que eu era bobo. Tive problemas de comportamento na escola e dei várias preocupações a meus pais. Mas aconteceram coisas boas também: era um dos alunos mais estudiosos e adiantados e sempre gostaram dos meus desenhos e de como eu escrevia.

Naquela época minhas diversões eram viagens ao Norte do Paraná, idas às casas de parentes e em outros lugares. E a televisão, que naquele tempo era muito melhor do que é hoje. Uma das coisas de que mais gostava eram os filmes de terror antigos que passavam tarde da noite.




Eu quando estava com uns oito ou dez anos de idade. Não lembro exatamente quando foi tirada, mas foi no Colégio Estadual Santa Cândida, a primeira escola em que estudei.
enviada por DANCE BOY






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